TERAPIA É COISA DE MALUCO?

Por muitos anos as pessoas fizeram a associação de terapia ou psicoterapia com tratamento de doente mental, ou seja, aqueles que por uma desestrutura mental,

deliram ou alucinam coisas que na verdade não estão acontecendo no mundo real, mas que para o esquizofrênico é uma realidade, porque vê, escuta e sente. As

pessoas ditas normais, por não compreenderem, sentem medo e buscam se afastar de alguém que tenha um comportamento que socialmente é considerado

anormal ou bizarro.

Por conta disso é comum as pessoas recearem de serem confundidas com alguém que tenha tal comportamento, e quando a pessoa esta passando por problemas emocionais e necessita da ajuda profissional, seja de um psicólogo ou psiquiatra, teme que seja confundida com um esquizofrênico e com isto ser desvalorizada tal como os doentes mentais o foram durante séculos passados, eram encarcerados como bichos, como se fossem culpados por um crime, talvez o crime de não ser igual aos demais. No século XX as terapias e análises de várias linhas teóricas se proliferam pelo mundo e nos grandes centros se tornou corriqueiro fazer terapia, para alguns até é sinal de status. A terapia se popularizou, hoje em dia, não mais elitizada, esta ao alcance de todos, o que mais atrapalha de alguém buscar ajuda de um profissional ainda é a desinformação sobre o tratamento e a preferência pela ingestão de comprimidos.Há uma ilusão de que dentro de um comprimido há uma composição química que irá solucionar as complexas problemáticas psicológicas, que levaram anos para se estruturar na mente do indivíduo durante os relacionamentos familiares desde a mais tenra idade. A medicação é importante sim, para o momento de extremo conflito interno e que possa trazer algum risco ao paciente ou aos familiares, mas para que a pessoa se reestruture novamente e até para que o indivíduo tenha descobertas boas durante a crise em que passa, somente a intervenção psicoterapêutica, onde o paciente juntamente com o terapeuta, numa relação de confiança, possa trilhar as particularidades de sua mente. O medo de se ir a um terapeuta também é o medo de se ficar dependente de outra pessoa, principalmente se as experiências infantis com dependência não foram boas, mas quando o paciente prioriza o tratamento e se deixa envolver com o processo, é quem tira mais proveito do tratamento. Na terapia se aprende a viver além da sobrevivência, se aprende a se relacionar de uma forma sincera, a enfrentar o mundo de frente, a descobrir os seus direitos e assumí-los. Na terapia se descobre que muitos dos medos sentidos são fantasiosos, baseados em conceitos infantis, que é possível abrir os olhos para a realidade e seguir o seu caminho de uma forma mais coerente com que acredita e ter o direito de sonhar o melhor para a própria vida, indo em busca de sua realização. Terminantemente terapia não é coisa de “maluco”, mas é uma decisão de quem descobre que pode ser feliz. É claro que o que impulsiona alguém buscar a terapia é um sintoma que pode ser uma angústia, insônia, depressão ou mesmo um pânico imenso, mas no fundo é um alerta para a própria pessoa de que alguma transformação esta precisando acontecer nela mesmo, de que coisas não foram ditas em seu tempo hábil e agora os órgãos internos se manifestam, tentando vomitar os “sapos engolidos” pela vida, querendo gritar os gritos calados. Essa contrariedade que ocorre dentro da pessoa cria uma espécie de “maluquice” e de sentimentos contraditórios que pode fazer a pessoa pensar que esta enlouquecendo e ao mesmo tempo com medo de passar pelo julgamento de que achem que ela esta surtada. Essa pressão interna é uma tentativa da mente de se tornar coerente consigo mesmo, não suportando mais uma vida contraditória, que poderíamos classificar como coisa de “maluco”. O primeiro passo é marcar uma entrevista na qual a pessoa terá a oportunidade de conhecer o terapeuta, o tipo de técnica utilizada e se há empatia com ambos. É muito importante que a pessoa se sinta compreendida e acolhida pelo terapeuta, será um ótimo indício de que está no lugar certo. Será estipulado o detalhes do contrato e até a possibilidade de negociação do valor das sessões, o que é facilita muito, pois várias pessoas deixam de ir ao terapeuta com medo do preço da terapia, mas como dito acima, já não é mais elitizada, mas é claro que o tratamento deve ter um lugar de importância na vida de pessoa, deve estar entre as prioridades de vida, senão não irá muito longe. Terapia é coisa de quem quer ser feliz, que se sente insatisfeito com a vida e consigo mesmo, mas busca transformações profundas, no mínimo entedimento de si mesmo. José Carlos Bastos - psicólogo clínico, psicoterapeuta corporal reichiano, terapeuta comunitário Leia sobre terapia reichiana visite: Quem somos

TERAPIA É COISA DE MALUCO?

Por muitos anos as pessoas fizeram a associação de terapia ou

psicoterapia com tratamento de doente mental, ou seja, aqueles que

por uma desestrutura mental, deliram ou alucinam coisas que na

verdade não estão acontecendo no mundo real, mas que para o

esquizofrênico é uma realidade, porque vê, escuta e sente. As

pessoas ditas normais, por não compreenderem, sentem medo e

buscam se afastar de alguém que tenha um comportamento que

socialmente é considerado anormal ou bizarro.

Por conta disso é comum as pessoas recearem de serem confundidas com alguém que tenha tal comportamento, e quando a pessoa esta passando por problemas emocionais e necessita da ajuda profissional, seja de um psicólogo ou psiquiatra, teme que seja confundida com um esquizofrênico e com isto ser desvalorizada tal como os doentes mentais o foram durante séculos passados, eram encarcerados como bichos, como se fossem culpados por um crime, talvez o crime de não ser igual aos demais. No século XX as terapias e análises de várias linhas teóricas se proliferam pelo mundo e nos grandes centros se tornou corriqueiro fazer terapia, para alguns até é sinal de status. A terapia se popularizou, hoje em dia, não mais elitizada, esta ao alcance de todos, o que mais atrapalha de alguém buscar ajuda de um profissional ainda é a desinformação sobre o tratamento e a preferência pela ingestão de comprimidos.Há uma ilusão de que dentro de um comprimido há uma composição química que irá solucionar as complexas problemáticas psicológicas, que levaram anos para se estruturar na mente do indivíduo durante os relacionamentos familiares desde a mais tenra idade. A medicação é importante sim, para o momento de extremo conflito interno e que possa trazer algum risco ao paciente ou aos familiares, mas para que a pessoa se reestruture novamente e até para que o indivíduo tenha descobertas boas durante a crise em que passa, somente a intervenção psicoterapêutica, onde o paciente juntamente com o terapeuta, numa relação de confiança, possa trilhar as particularidades de sua mente. O medo de se ir a um terapeuta também é o medo de se ficar dependente de outra pessoa, principalmente se as experiências infantis com dependência não foram boas, mas quando o paciente prioriza o tratamento e se deixa envolver com o processo, é quem tira mais proveito do tratamento. Na terapia se aprende a viver além da sobrevivência, se aprende a se relacionar de uma forma sincera, a enfrentar o mundo de frente, a descobrir os seus direitos e assumí- los. Na terapia se descobre que muitos dos medos sentidos são fantasiosos, baseados em conceitos infantis, que é possível abrir os olhos para a realidade e seguir o seu caminho de uma forma mais coerente com que acredita e ter o direito de sonhar o melhor para a própria vida, indo em busca de sua realização. Terminantemente terapia não é coisa de “maluco”, mas é uma decisão de quem descobre que pode ser feliz. É claro que o que impulsiona alguém buscar a terapia é um sintoma que pode ser uma angústia, insônia, depressão ou mesmo um pânico imenso, mas no fundo é um alerta para a própria pessoa de que alguma transformação esta precisando acontecer nela mesmo, de que coisas não foram ditas em seu tempo hábil e agora os órgãos internos se manifestam, tentando vomitar os “sapos engolidos” pela vida, querendo gritar os gritos calados. Essa contrariedade que ocorre dentro da pessoa cria uma espécie de “maluquice” e de sentimentos contraditórios que pode fazer a pessoa pensar que esta enlouquecendo e ao mesmo tempo com medo de passar pelo julgamento de que achem que ela esta surtada. Essa pressão interna é uma tentativa da mente de se tornar coerente consigo mesmo, não suportando mais uma vida contraditória, que poderíamos classificar como coisa de “maluco”. O primeiro passo é marcar uma entrevista na qual a pessoa terá a oportunidade de conhecer o terapeuta, o tipo de técnica utilizada e se há empatia com ambos. É muito importante que a pessoa se sinta compreendida e acolhida pelo terapeuta, será um ótimo indício de que está no lugar certo. Será estipulado o detalhes do contrato e até a possibilidade de negociação do valor das sessões, o que é facilita muito, pois várias pessoas deixam de ir ao terapeuta com medo do preço da terapia, mas como dito acima, já não é mais elitizada, mas é claro que o tratamento deve ter um lugar de importância na vida de pessoa, deve estar entre as prioridades de vida, senão não irá muito longe. Terapia é coisa de quem quer ser feliz, que se sente insatisfeito com a vida e consigo mesmo, mas busca transformações profundas, no mínimo entedimento de si mesmo. José Carlos Bastos - psicólogo clínico, psicoterapeuta corporal reichiano, terapeuta comunitário Leia sobre terapia reichiana visite: Quem somos
Informativo Saúde Emocional